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sábado, 3 de julho de 2010

Tecido Muscular


Constituídos por células alongadas, com grande quantidade de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis (geradoras das forças necessárias para a contração do tecido, através da utilização de energia, principalmente, pela ATP).

Origem: mesodérmica, com diferenciação pela síntese de proteínas filamentosas com o alongamento das células.

Três tipos:
  • músculo estriado esquelético,
  • músculo estriado esquelético cardíaco,
  • musculo liso.

Nomes específicos: membrana celular: sarcolema; Citossol: sarcoplasma, retículo endoplasmático liso: retículo sarcoplasmático.

MÚSCULO ESQUELÉTICO:

células mto longas, cilindricas, multi nucleadas com muitos filamentos (miofibrilas), com mtos núcleos presentes na periferia da fibra, próximo ao sarcolema.

Originária no embrião pela fusão de células alongadas (mioblastos).

Aplicação médica: a variação do diâmetro e da espessura da célula depende de diversos fatores, dentre os quais idade, sexo, nutrição e exercício. A atividade continua de exercícios aumenta a musculatura, através da formação de novas miofibrilas e aumento do diametro das fibras musculares, o q ocorre por hipertrofia (aumento do volume) e hiperplasia (aumento do número de células, não é comum nas células do músculo estriado)

Organização do músculo esquelético: composto por fibras musculares, em que cada fibra é envolvida pelo endomísio (lâmina basal da fibra muscular, associada a fibra reticular), as fibras se organizam em feixes, envolvidos pelo perimisio (septos de tecido conjuntivo), o conjunto de feixes é envolvido pelo epimisio (camada de tecido conjuntivo). Essa forte integração permite que a contração atue sobre o músculo todo, além disso é através do tecido conjuntivo que a contração do músculo se espalha para os tendões e tbm é por onde chegam os vasos sanguineos. A força de contração do músculo está relacionada pela quantidade de fibras estimuladas pelos nervos.
Organização das fibras musculares lisas; presença de estriações transversais, com alternancia de faixas claras (banda I) e escuras (banda A), no centro da banda I, há uma linha transversal escura, a linha . Assim como na banda A, há uma faixa clara, a banda H. A distancia entre duas linhas Z é denominada sarcômeros. Há a presença de filamentos finos de actina e grossos de miosina, organizados paralelo e simetricamente,essas são as miofibrilas, cujo o conjunto é preso ao sarcolema por meio de proteínas (ex.: distrofinas)

Aplicação médica: distrofia muscular de Duchenne: problema muscular genético, ligado ao cromossomo X, causa lesões progressivas as fibras musculares, e a distrofina é defeituosa ou inexistente.

Da linha Z, partem os filamentos finos (actina), que vão até a banda H, já os filamentos grossos (miosina), ocupam o centro do sarcômeros. Assim, a banda I é formada apenas pela actina, a banda A pela actina e a miosina e a banda H pela miosina. Na Região lateral da banda A, ocorre a ligação entre as miofibrilas, formação de um hexagono, uma miosina para 6 actinas.

No músculo estriado existem quatro proteínas principais: actina, miosina, tropomiosina e troponina. Em que, filamento grosso = miosina, enquanto filamentos finos = outras tres.

Actina: polímeros longos, formados pela união de duas cadeias de monomeros globulares, torcidas em hélice (lembra do colar de pérola, dobrado sobre ele mesmo e retorcido). Cada monomero possui uma região que é interage com a miosina.
Os filamentos de actina se acoplam a linha z, sendo que os acoplados a lados opostos, possuem polaridades opostas.

Troponina: complexo com tres subunidades: TnT, TnC e TnI. A TnT, se liga a tropomiosina, a TnC, se liga ao Cálcio e a TnI cobre o sítio ativo da actina que interage com a miosina.
Miosina: bastão de 2 peptídios enrolados em hélice. Apresenta uma cabeça, com capacidade ATPásica (energia utilizada para a contração), é o local de união com a actina e prolongamento. Ela se dispõe de tal forma que seus prolongamento se sobrepoem (banda H).

Retículo sarcoplasmático e sistema de túbulos transversais:
Contração muscular: depende do cálcio, contrai com o aumento da concentração e relaxa com a diminuição. O cálcio fica armazenado no retículo sarcoplasmático (REL), essa membrana é composta por canais de cálcio, que se despolarizam e se abrem, permitindo a migração do cálcio, que vão atuar na troponina (TnC), que realiza as pontes entre actina e miosina. Qdo acaba a despolarização, o cálcio volta para o retículo sarcoplasmático por processo ativo, o que interrope a contração.
A placa motora é responsável pela depolarização do retículo sarcoplasmático, que é uma junção mioneural situada na superfície da fibra muscular. A despolarização se difunde pelo sistema de túbulos transversais (sistema em T), uma rede de invaginações citoplasmáticas. Em cada lado de cada túbulo T, existe uma distenção de retículo endoplasmático sarcoplasmático = tríades.

Mecanismo de contração:
Os filamentos finos e grossos não modificam seu tamanho durante a contração, o que ocorre é o deslizamento de um sobre o outro. Se inicia na faixa A (escura), local onde os filamentos se sobrepõem. Ocorre através da liberação de cálcio, que ativa que se combina ao TnC da troponina, o que muda a configuração da sua molécula, e empurra a molécula de tropomiosina para dentro da actina, assim ficam expostos os locais de ligação entre miosina e actina e ocorre uma ligação entre as cabeças de actina e miosina, através de um deslizamento da miosina que empurra a actina, esse processo desenvolve uma reação em cadeia, e tal ligação só se desfaz depois que a miosina se une a outra molécula de ATP, que retorna a cabeça da miosina para sua posição inicial. A atividade contrátil cessa qdo acaba a entrada do cálcio na troponina. Durante a contração a banda I diminui de tamanho, pq os filamentos de actina penetram na banda A. Assim como a Banda H tbm diminui, devido a sobreposição dos filamentos finos aos grossos. Sendo assim, toda a fibra muscular sofre um encurtamento.

Inervação:
Contração: comandada por nervos motores. No local de contato com a fibra muscular o nervo motor perde sua bainha de mielina e forma uma dilatação que se coloca dentro de uma depressão da superfície da fibra muscular (placa motora). Como ocorre: uma fibra do nervo motor recebe um impulso nervoso, assim o terminal axônico libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica e vai se prender nos receptores situados no sarcolema, isso o torna mais permeável ao sódio, resultando na despolarização do sarcolema. A acetilcolina é rapidamente destruída, para evitar uma grande exposição do neurotransmissor com os receptores do sarcolema. Essa depolarização se propaga ao longo da fibra e penetra através dos túbulos transversais, essa despolarização resulta na liberação dos canais de calcio, mecanismo usado na contração. Qdo termina a depolarização cessa a abertura dos canais de cálcio, cessando a contração.
Uma fibra motora é composta de uma fibra nervosa mais as fibras musculares por ela inervadas, ela não é capaz de controlar sua contração (equivalente a lei do tudo ou nada nos neurônios), a variação da força da contração está relacionada ao número de fibras que se contraem. O disparo de uma única célula nervosa determina uma contração cuja a força é proporcional ao número de fibras musculares por ela inervadas, esse número tem relação com a delicadesa do músculo analisado.

Fusos musculares e corpúsculos tendíneos de Golgi:
Fusos musculares são receptores que captam modificações no próprio músculo, composto por uma cápsula de tecido conjuntivo que delimita um espaço contendo fluido e fibras musculares modificadas. Células neurônais sensitivas penetram nesses fusos onde encaminham para a medula informações do mesmo.
Os corpúsculos tendíneos de golgi são estruturas localizadas na inserção do músculo ao tendão, e são compostas de fibras de colágeno encapsuladas, onde penetram células sensitivas.

Sistema de produção de energia:
Como as células musculares esqueléticas estão aptas a um trabalho mecânica contínuo, elas necessitam de energia , obtida através de reservatórios de ATP e fosfocreatona, ambas localizadas nos depósitos sarcoplasmáticos de gliocogênio.
Qdo a atividade for intensa, pode haver insuficiência de oxigênio, assim a célula recorre ao metabolismo anaeróbio da glicose, que produz ácido lático. O excesso de ácido lático proporciona cãibras e dor muscular.
As fibras musculares energéticas podem ser do tipo I (fibras lentas), ricas em sarcoplasma contendo mioglobina, com cor vermelho-escura, adaptadas a contrações continuas, com enrgia obtida através da metabolização dos ácidos graxos. Ou do tipo II (fibras rápidas), especializadas em contrações rápidas e descontínuas, possuem pouca mioglobina, logo apresentam cor vermelho-clara, pode ser subdividade em IIA, IIB, IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas (IIB são as mais rápidas e dependem da glicólise como fonte de energia). Tais subdivisões são importantes para a caracterização das doenças musculares (miopatias)

Outros componentes do Sarcoplasma:
Grânulos de glicogenio, servem como depósito de energia.
Mioglobina: prteína parecida com a hemoglobina, depósito de oxigênio dessas células.
Pequena quantidade de RER e ribossomos, devido a pequena capacidade sintética proteica dessas fibras.

Músculo cardíaco:
As fibras desse tipo de músculo se associam por intermédio de complexas junções intercelulares, os discos intercalares, com um aspecto de escada. Nesses discos há tres especializações juncionais: a zônula de adesão, especializações de membranada parte transversal dos discos, presentes tbm na parte lateral e serve para ancoras os filamentos de actina dos sarcômeros terminais; desmossomos: unem as células musculares cardíacas; junções comunicantes: responsável pela continuidade iônica entre as células musculares vizinhas. Possuem apenas um ou dois núcleos centralmente localizados e são circundado por uma bainha de tecido conjuntivo, com uma abundante rede de capilares sanguíneos. Os túbulos T se localizam na banda Z, e exite apenas uma expansão do restículo sarcoplasmático por tubulo T (díades). Contém mtas mitocôndrias (alto metabolismo energético), armazena ácidos graxos sob a forma de triglicerídeos, possui um pequeno reservatório de glicogênio. Pode apresentar grânulos de lipofuscina. Possuem grânulos secretores, próximo ao núcleo, nesses grânulos estão presentes a molécula precursora do hormônio (ou peptídeo) atrial natriurético (ANP), atua nos rins, aumentando a eliminação de sódio e água pela urina, tal hormônio atua na diminuição da pressão arterial.

Músculo liso:
Formado pela associação de células longas, mais espessas no centro e que se afilam nas extremidades, com um único núcleo central. Elas são revestidas por uma lâmina basal e unidas por uma rede de fibras reticulares, que são responsáveis pela difusão da contração por todo o músculo. Seu sarcolem apresenta mtas depressões (cavéolas), que são depósitos de cálcio, utilizado para iniciar uma contração, entre as células existem junções que transmitem o impulso de uma célula a outra. Apresentam corpos densos (responsáveis pela difusão da contração).
O mecanismo molecular de contração do músculo liso é diferente, não existem sarcômeros nem tropomina, os filamentos de miosina só se formam no momento da contração. Como ocorre: o estímulo é dado pelo sistema nervoso autônomo, que realizam a saída do cálcio das cavéolas para o sarcoplasma (não existe retículo sarcoplasmático nos músculos lisos). Os íons de cálcio se combinam com moléculas de calmodulina, que ativa a enzima cinase e fosforila a miosina, assim elas se distendem e adquirem uma forma filamentosa, deixando descoberto a sítio que se liga ao ATP e se combina com a actina, a ligação promove a deformação da cabeça da miosina e o deslizamento da actina sobre a miosina. Essas proteínas, estão ligadas a filamentos intermediários, que se prendem aos corpos densos. o que provoca a contração muscular geral.
Existem outros fatores (além do cálcio), que estimulam a contração do músculo liso, exemplo: aumento sarcoplasmático de AMP-cíclico, que ativa a cinase; hormônios sexuais atuam dessa maneira sobre o útero.
A célula muscular lisa pode sintetizar colágeno tipo III, fibras elásticas e proteoglicanos, do em intensa atividade sintética apresentam o RER desenvolvido.
Recebe fibras do SN simpático e parassimpático, mas não existe placas motoras. Os axônios apenas formam dilatações entre as vesículas sinápticas com neurotransmissores (acetilcoline ou noradrenalina).

Regeneração do tecido muscular:
O músculo cardíaco não se regenera, as partes destruidas são substiuídas por fibroblastos que produzem fibras colágenas, formando uma cicatriz de tec conjuntivo denso.
As fibras musculares esqueléticas apresentam uma pequena capacidade de restituição devido a presença de células satélites, consideradas mioblastos inativos, após uma lesão elas se tornam ativas, e se fundem para formar uma fibra muscular.
O músculo liso possui uma boa capacidade de regeneração, pois as células continuam com a capacidade de se dividir. Há tbm a presença dos pericitos que se multiplicam por mitose e originam novas células musculares lisas.

3 comentários:

  1. quais sao os receptores do sarcolema?

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  2. Qual a enzima responsavel por interromper o processo de contracao muscular?

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  3. Troponina impede sitios de ligação e tropomiosina ajuda a formar a dupla helice da actina

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