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sábado, 3 de julho de 2010

Tecido Muscular


Constituídos por células alongadas, com grande quantidade de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis (geradoras das forças necessárias para a contração do tecido, através da utilização de energia, principalmente, pela ATP).

Origem: mesodérmica, com diferenciação pela síntese de proteínas filamentosas com o alongamento das células.

Três tipos:
  • músculo estriado esquelético,
  • músculo estriado esquelético cardíaco,
  • musculo liso.

Nomes específicos: membrana celular: sarcolema; Citossol: sarcoplasma, retículo endoplasmático liso: retículo sarcoplasmático.

MÚSCULO ESQUELÉTICO:

células mto longas, cilindricas, multi nucleadas com muitos filamentos (miofibrilas), com mtos núcleos presentes na periferia da fibra, próximo ao sarcolema.

Originária no embrião pela fusão de células alongadas (mioblastos).

Aplicação médica: a variação do diâmetro e da espessura da célula depende de diversos fatores, dentre os quais idade, sexo, nutrição e exercício. A atividade continua de exercícios aumenta a musculatura, através da formação de novas miofibrilas e aumento do diametro das fibras musculares, o q ocorre por hipertrofia (aumento do volume) e hiperplasia (aumento do número de células, não é comum nas células do músculo estriado)

Organização do músculo esquelético: composto por fibras musculares, em que cada fibra é envolvida pelo endomísio (lâmina basal da fibra muscular, associada a fibra reticular), as fibras se organizam em feixes, envolvidos pelo perimisio (septos de tecido conjuntivo), o conjunto de feixes é envolvido pelo epimisio (camada de tecido conjuntivo). Essa forte integração permite que a contração atue sobre o músculo todo, além disso é através do tecido conjuntivo que a contração do músculo se espalha para os tendões e tbm é por onde chegam os vasos sanguineos. A força de contração do músculo está relacionada pela quantidade de fibras estimuladas pelos nervos.
Organização das fibras musculares lisas; presença de estriações transversais, com alternancia de faixas claras (banda I) e escuras (banda A), no centro da banda I, há uma linha transversal escura, a linha . Assim como na banda A, há uma faixa clara, a banda H. A distancia entre duas linhas Z é denominada sarcômeros. Há a presença de filamentos finos de actina e grossos de miosina, organizados paralelo e simetricamente,essas são as miofibrilas, cujo o conjunto é preso ao sarcolema por meio de proteínas (ex.: distrofinas)

Aplicação médica: distrofia muscular de Duchenne: problema muscular genético, ligado ao cromossomo X, causa lesões progressivas as fibras musculares, e a distrofina é defeituosa ou inexistente.

Da linha Z, partem os filamentos finos (actina), que vão até a banda H, já os filamentos grossos (miosina), ocupam o centro do sarcômeros. Assim, a banda I é formada apenas pela actina, a banda A pela actina e a miosina e a banda H pela miosina. Na Região lateral da banda A, ocorre a ligação entre as miofibrilas, formação de um hexagono, uma miosina para 6 actinas.

No músculo estriado existem quatro proteínas principais: actina, miosina, tropomiosina e troponina. Em que, filamento grosso = miosina, enquanto filamentos finos = outras tres.

Actina: polímeros longos, formados pela união de duas cadeias de monomeros globulares, torcidas em hélice (lembra do colar de pérola, dobrado sobre ele mesmo e retorcido). Cada monomero possui uma região que é interage com a miosina.
Os filamentos de actina se acoplam a linha z, sendo que os acoplados a lados opostos, possuem polaridades opostas.

Troponina: complexo com tres subunidades: TnT, TnC e TnI. A TnT, se liga a tropomiosina, a TnC, se liga ao Cálcio e a TnI cobre o sítio ativo da actina que interage com a miosina.
Miosina: bastão de 2 peptídios enrolados em hélice. Apresenta uma cabeça, com capacidade ATPásica (energia utilizada para a contração), é o local de união com a actina e prolongamento. Ela se dispõe de tal forma que seus prolongamento se sobrepoem (banda H).

Retículo sarcoplasmático e sistema de túbulos transversais:
Contração muscular: depende do cálcio, contrai com o aumento da concentração e relaxa com a diminuição. O cálcio fica armazenado no retículo sarcoplasmático (REL), essa membrana é composta por canais de cálcio, que se despolarizam e se abrem, permitindo a migração do cálcio, que vão atuar na troponina (TnC), que realiza as pontes entre actina e miosina. Qdo acaba a despolarização, o cálcio volta para o retículo sarcoplasmático por processo ativo, o que interrope a contração.
A placa motora é responsável pela depolarização do retículo sarcoplasmático, que é uma junção mioneural situada na superfície da fibra muscular. A despolarização se difunde pelo sistema de túbulos transversais (sistema em T), uma rede de invaginações citoplasmáticas. Em cada lado de cada túbulo T, existe uma distenção de retículo endoplasmático sarcoplasmático = tríades.

Mecanismo de contração:
Os filamentos finos e grossos não modificam seu tamanho durante a contração, o que ocorre é o deslizamento de um sobre o outro. Se inicia na faixa A (escura), local onde os filamentos se sobrepõem. Ocorre através da liberação de cálcio, que ativa que se combina ao TnC da troponina, o que muda a configuração da sua molécula, e empurra a molécula de tropomiosina para dentro da actina, assim ficam expostos os locais de ligação entre miosina e actina e ocorre uma ligação entre as cabeças de actina e miosina, através de um deslizamento da miosina que empurra a actina, esse processo desenvolve uma reação em cadeia, e tal ligação só se desfaz depois que a miosina se une a outra molécula de ATP, que retorna a cabeça da miosina para sua posição inicial. A atividade contrátil cessa qdo acaba a entrada do cálcio na troponina. Durante a contração a banda I diminui de tamanho, pq os filamentos de actina penetram na banda A. Assim como a Banda H tbm diminui, devido a sobreposição dos filamentos finos aos grossos. Sendo assim, toda a fibra muscular sofre um encurtamento.

Inervação:
Contração: comandada por nervos motores. No local de contato com a fibra muscular o nervo motor perde sua bainha de mielina e forma uma dilatação que se coloca dentro de uma depressão da superfície da fibra muscular (placa motora). Como ocorre: uma fibra do nervo motor recebe um impulso nervoso, assim o terminal axônico libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica e vai se prender nos receptores situados no sarcolema, isso o torna mais permeável ao sódio, resultando na despolarização do sarcolema. A acetilcolina é rapidamente destruída, para evitar uma grande exposição do neurotransmissor com os receptores do sarcolema. Essa depolarização se propaga ao longo da fibra e penetra através dos túbulos transversais, essa despolarização resulta na liberação dos canais de calcio, mecanismo usado na contração. Qdo termina a depolarização cessa a abertura dos canais de cálcio, cessando a contração.
Uma fibra motora é composta de uma fibra nervosa mais as fibras musculares por ela inervadas, ela não é capaz de controlar sua contração (equivalente a lei do tudo ou nada nos neurônios), a variação da força da contração está relacionada ao número de fibras que se contraem. O disparo de uma única célula nervosa determina uma contração cuja a força é proporcional ao número de fibras musculares por ela inervadas, esse número tem relação com a delicadesa do músculo analisado.

Fusos musculares e corpúsculos tendíneos de Golgi:
Fusos musculares são receptores que captam modificações no próprio músculo, composto por uma cápsula de tecido conjuntivo que delimita um espaço contendo fluido e fibras musculares modificadas. Células neurônais sensitivas penetram nesses fusos onde encaminham para a medula informações do mesmo.
Os corpúsculos tendíneos de golgi são estruturas localizadas na inserção do músculo ao tendão, e são compostas de fibras de colágeno encapsuladas, onde penetram células sensitivas.

Sistema de produção de energia:
Como as células musculares esqueléticas estão aptas a um trabalho mecânica contínuo, elas necessitam de energia , obtida através de reservatórios de ATP e fosfocreatona, ambas localizadas nos depósitos sarcoplasmáticos de gliocogênio.
Qdo a atividade for intensa, pode haver insuficiência de oxigênio, assim a célula recorre ao metabolismo anaeróbio da glicose, que produz ácido lático. O excesso de ácido lático proporciona cãibras e dor muscular.
As fibras musculares energéticas podem ser do tipo I (fibras lentas), ricas em sarcoplasma contendo mioglobina, com cor vermelho-escura, adaptadas a contrações continuas, com enrgia obtida através da metabolização dos ácidos graxos. Ou do tipo II (fibras rápidas), especializadas em contrações rápidas e descontínuas, possuem pouca mioglobina, logo apresentam cor vermelho-clara, pode ser subdividade em IIA, IIB, IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas (IIB são as mais rápidas e dependem da glicólise como fonte de energia). Tais subdivisões são importantes para a caracterização das doenças musculares (miopatias)

Outros componentes do Sarcoplasma:
Grânulos de glicogenio, servem como depósito de energia.
Mioglobina: prteína parecida com a hemoglobina, depósito de oxigênio dessas células.
Pequena quantidade de RER e ribossomos, devido a pequena capacidade sintética proteica dessas fibras.

Músculo cardíaco:
As fibras desse tipo de músculo se associam por intermédio de complexas junções intercelulares, os discos intercalares, com um aspecto de escada. Nesses discos há tres especializações juncionais: a zônula de adesão, especializações de membranada parte transversal dos discos, presentes tbm na parte lateral e serve para ancoras os filamentos de actina dos sarcômeros terminais; desmossomos: unem as células musculares cardíacas; junções comunicantes: responsável pela continuidade iônica entre as células musculares vizinhas. Possuem apenas um ou dois núcleos centralmente localizados e são circundado por uma bainha de tecido conjuntivo, com uma abundante rede de capilares sanguíneos. Os túbulos T se localizam na banda Z, e exite apenas uma expansão do restículo sarcoplasmático por tubulo T (díades). Contém mtas mitocôndrias (alto metabolismo energético), armazena ácidos graxos sob a forma de triglicerídeos, possui um pequeno reservatório de glicogênio. Pode apresentar grânulos de lipofuscina. Possuem grânulos secretores, próximo ao núcleo, nesses grânulos estão presentes a molécula precursora do hormônio (ou peptídeo) atrial natriurético (ANP), atua nos rins, aumentando a eliminação de sódio e água pela urina, tal hormônio atua na diminuição da pressão arterial.

Músculo liso:
Formado pela associação de células longas, mais espessas no centro e que se afilam nas extremidades, com um único núcleo central. Elas são revestidas por uma lâmina basal e unidas por uma rede de fibras reticulares, que são responsáveis pela difusão da contração por todo o músculo. Seu sarcolem apresenta mtas depressões (cavéolas), que são depósitos de cálcio, utilizado para iniciar uma contração, entre as células existem junções que transmitem o impulso de uma célula a outra. Apresentam corpos densos (responsáveis pela difusão da contração).
O mecanismo molecular de contração do músculo liso é diferente, não existem sarcômeros nem tropomina, os filamentos de miosina só se formam no momento da contração. Como ocorre: o estímulo é dado pelo sistema nervoso autônomo, que realizam a saída do cálcio das cavéolas para o sarcoplasma (não existe retículo sarcoplasmático nos músculos lisos). Os íons de cálcio se combinam com moléculas de calmodulina, que ativa a enzima cinase e fosforila a miosina, assim elas se distendem e adquirem uma forma filamentosa, deixando descoberto a sítio que se liga ao ATP e se combina com a actina, a ligação promove a deformação da cabeça da miosina e o deslizamento da actina sobre a miosina. Essas proteínas, estão ligadas a filamentos intermediários, que se prendem aos corpos densos. o que provoca a contração muscular geral.
Existem outros fatores (além do cálcio), que estimulam a contração do músculo liso, exemplo: aumento sarcoplasmático de AMP-cíclico, que ativa a cinase; hormônios sexuais atuam dessa maneira sobre o útero.
A célula muscular lisa pode sintetizar colágeno tipo III, fibras elásticas e proteoglicanos, do em intensa atividade sintética apresentam o RER desenvolvido.
Recebe fibras do SN simpático e parassimpático, mas não existe placas motoras. Os axônios apenas formam dilatações entre as vesículas sinápticas com neurotransmissores (acetilcoline ou noradrenalina).

Regeneração do tecido muscular:
O músculo cardíaco não se regenera, as partes destruidas são substiuídas por fibroblastos que produzem fibras colágenas, formando uma cicatriz de tec conjuntivo denso.
As fibras musculares esqueléticas apresentam uma pequena capacidade de restituição devido a presença de células satélites, consideradas mioblastos inativos, após uma lesão elas se tornam ativas, e se fundem para formar uma fibra muscular.
O músculo liso possui uma boa capacidade de regeneração, pois as células continuam com a capacidade de se dividir. Há tbm a presença dos pericitos que se multiplicam por mitose e originam novas células musculares lisas.

Tecido Conjuntivo

Originado do mesênquima, tecido embrionário, originado da mesoderme.
Responsável pelo estabelecimento e manutenção das formas do corpo .
Estruturalmente é dividido em três classes: células, fibras e substancia fundamental (complexo viscoso, hidrofílico, com macromoléculas e glicoproteínas, que se ligam a proteínas receptoras presentes na superfície de células.
Papéis biológicos: reserva para vários hormônios, a matriz serve como um meio através do qual nutrientes e catabólitos são trocados entre as células e seu suprimento sanguíneo .
A variação da quantidade do seus três componentes culmina na sua diversidade estrutural, funcional e patológica .

Células do tecido conjuntivo:

· Fibroblastos: (mais comuns)
Sintetizam proteínas, glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas, que farão parte da matriz extracelular.
Estão envolvidas na produção de fatores de crescimento, controlando o crescimento e a diferenciação celular.
São divididos em dois tipos, conforme o metabolismo, se possuem grande capacidade de síntese, é denominado fibroblasto, já as células com baixo metabolismo são os fibrócitos.
Características morfológicas do fibroblasto: citoplasma abundante e rico em RER e com sistema golgiense bem desenvolvido, muitos prolongamentos.
Características morfológicas dos fibrócitos: tamanho menor, com poucos prolongamentos e núcleo menor.
Aplicação médica: A capacidade regenerativa dos tecidos conjuntivos é observada quando os tecidos são destruídos por lesões traumáticas, já que em espaços deixados pela lesão o preenchimento é executado por tecido conjuntivo . A principal célula envolvida na cicatrização é o fibroblasto, sabe-se também, que com estímulos adequados os fibrócitos revertem para o estado de fibroblasto, reativando seu processo de síntese. Na reparação de tecidos surgem células conhecidas como miofibroblastos, que exibem características dos fibroblastos e de células musculares lisas, assim, com a sua capacidade contrátil, eles atuam no fechamento das feridas.

· Macrófagos e o sistema fagocitário mononuclear:
Macrófagos são células capazes de realizar fagocitose.
Características morfológicas: apresentam núcleo oval ou em forma de rim, apresenta um complexo de Golgi bem desenvolvido, muitos lisossomos e um RER.
Surgem de células da medula óssea, denominadas monócitos, esses circulam no sangue, e penetram no tecido conjuntivo, onde amadurecem e adquirem as características morfológicas dos macrófagos, esse processo de transformação culmina num aumento da célula e em um aumento na síntese de proteínas.
Os macrófagos constituem o Sistema Fagocitário Mononuclear
Aplicação médica: quando estimulados os macrófagos, se tornam macrófagos ativados, aumentam de tamanho e se associam em grupos, denominados epitelióides, ou ainda, várias células podem se fundir, formando células gigantes de corpo estranho . Os macrófagos atuam como elementos de defesa, como células secretoras de substancias que participam nas funções de defesa e reparo dos tecidos, participam do processo de digestão parcial e da apresentação de antígenos, da defesa imunológica (resistência mediada por células), na produção extra-hepática da bile, do metabolismo de gordura e ferro, na destruição de eritrócitos envelhecidos e na remoção de restos celulares.

· Mastócitos:
Características morfológicas: célula globosa, com citoplasma repleto de grânulos, núcleo pequeno e esférico, apresenta grânulos secretores e contem mediadores químicos como a histamina e glicosaminoglicanas.
Funções: colaboram com reações imunes, possuindo papel fundamental em inflamações, reações alérgicas e expulsão de parasitas.

Existem dois tipos de mastócitos:

1. Mastócito do tecido conjuntivo: encontrado na pele e na cavidade peritoneu, possuem grânulos com substância anticoagulante e heparina .

2. Mastócito da mucosa: presente na mucosa intestinal e pulmões, grânulos com condroitim sulfatado no lugar da heparina .

Origem: células hematopoiéticas da medula óssea, os mastócitos imaturos circulam pelo sangue, onde penetram nos tecidos através de capilares sanguíneos para daí sim se diferenciar.
Aplicação médica: os mastócitos apresentam mediadores químicos que são liberados em reações alérgicas, a esse processo se denomina reações de hipersensitividade imediata, já que ocorrem dentro de pouco tempo após a entrada do antígeno, isso ocorre em indivíduos previamente sensibilizados pelo mesmo antígenos. Essa reação de hipersensitividade pode gerar o choque anafilático .

· Plasmócitos:
Características morfológicas: citoplasma rico em RER, complexo de golgi (onde ocorre a glicosilação dos anticorpos -glicoproteínas-) e centríolos localizados próximos ao núcleo, que por sua vez é esférico e central.
São pouco números no tecido conjuntivo normal, exceto em locais sujeito a penetração de bactérias e proteínas estranhas, estão em grande quantidade nas inflamações crônicas.

· Células adiposas: especializadas no armazenamento de energia na forma de triglicérides.

· Leucócitos ou glóbulos brancos:
Surgem do sangue por migração (diapedese), através dos capilares sanguíneos. A diapedese aumenta conforme a invasão de microorganismos, já que os leucócitos são células especializadas na defesa contra microorganismos.
A inflamação é uma reação celular e vascular contra substancias estranhas, os sinais clássicos de uma reação inflamatória são: vermelhidão, inchaço, calor e dor. A inflamação se inicia através da liberação local de mediadores químicos da inflamação, que induzem a eventos característicos da inflamação, como por exemplo: aumento do fluxo sanguíneo e permeabilidade vascular, quimiotaxia e fagocitose.

Fibras:
Formadas por proteínas, que ao se polimeralizar, formam estruturas muito alongadas, essencial para determinar as propriedades do tecido conjuntivo .
Os três tipos principais de fibras do tecido conjuntivo, são: colágenas, reticulares e elásticas.

Existem dois sistemas de fibras:

1. Sistema colágeno: constituído por fibras colágenas e reticulares.

2. Sistema elástico: constituído pelas fibras elásticas, elaunínicas e oxitalânicas.

· O colágeno é um conjunto de proteínas, que pode ser dividido em vários tipos de acordo com a sua rigidez, suas proteínas são produzidas por diferentes tipos de células e se distinguem pela sua composição química, características morfológicas, distribuição, funções e patologias. A estrutura e função dos colágenos está classificada em:

3. Colágenos que formam fibrilas longas: as moléculas de colágeno com essa capacidade são as do tipo: I, II, III, V, IX, que se unem para formar as fibrilas. O colágeno do tipo I é o mais abundante, ele ocorre como estruturas denominadas fibrilas de colágenos, que formam ossos, dentina, tendões, etc.

4. Colágenos associados a fibrilas: são estruturas curtas que ligam as fibrilas de colágeno umas às outras e a outros componentes da matriz extracelular, características dos colágenos tipo IX e XVII.

5. Colágeno que forma rede: é um dos principais componentes estruturais das laminas basais, com papel de aderência e filtração .

6. Colágeno de ancoragem: é o do tipo VII, presente nas fibrilas que ancoram as fibras de colágeno à lamina basal.

· Síntese de colágeno:
As fibrilas do colágeno são formadas pela polimerização de unidades moleculares alongadas denominadas tropocolágeno, que consiste em três cadeias polipeptídicas arranjadas em tripla hélice, os vários tipos de colágeno resultam de diferenças na estrutura e diferenças na estrutura química dessas cadeias polipeptídicas. Nos colágenos tipos I, II, III as moléculas de tropocolágenos se agregam em subunidades (microfibrilas) que se unem para formas as fibrilas. A união dessas moléculas é realizada por pontes de hidrogênio e interações hidrofóbicas, além de ligações covalentes.
As fibrilas de colágeno são estruturas finas e alongadas, possuem estriações transversais determinada pela sobreposição de moléculas de tropocolágeno, as faixas escuras resulta da presença de aminoácidos ricos em radicais químicos livres.
Nos colágenos tipos I e III essas fibrilas se unem para formar fibras, enquanto que no colágeno tipo II não há a formação de fibras. No colágeno tipo IV não se formam nem as fibrilas, as moléculas de tropocolágeno se associam de uma forma peculiar, numa trama que lembra uma “tela de galinheiro”.

· Biossíntese do colágeno tipo I:

Etapas:

1. De acordo com a codificação do RNAm, polirribossomos ligados a membrana do RER sintetizam cadeias polipeptídicas (préprocolágeno), após a liberação dessa cadeia no RER, o peptídeo sinal é quebrado, formando o procolágeno .

2. A medida que estas cadeias (alfa) se formam, ocorre a hidroxilação de prolinas e lisinas, esse processo se inicia logo que o preprocolágeno atinge determinado tamanho, enzimas envolvidas nesse processo: prolina hidroxilas e a lisina hidroxilas.

3. Após o processo da hidroxilação ocorre a glicosilação, diferentes tipos de colágeno possuem diferentes tipos de glicosilação

4. Cada cadeia alfa é sintetizada com dois peptídeos de registro em cada uma das suas extremidades, uma das funções desses peptídeos de registro é alinhar as cadeias peptídicas para formar a tripla hélice na formação da molécula de procolágeno, que é excitado para a matriz extracelular.

5. No meio extracelular os peptídeos de registro são removidos, sem os peptídeos a molécula passa a se chamar de tropocolágeno, capaz de se polimerizar para formar as fibrilas de colágeno

6. Nos colágenos tipo I e III, as fibrilas se agregam espontaneamente para formar fibras.
Aplicação médica: há um grande número de condições patológicas associadas a uma síntese ineficiente ou anormal do colágeno, como a Osteogenesis imperfecta (mutação nos genes da cadeia alfa, causando uma fibrila de colágeno defeituosa). Doenças que resultam do acúmulo exagerado de colágeno (fibrose), causa grave transtorno funcional dos órgãos afetados, outro tipo de fibrose causa o espessamento localizado na pele, devido a um acúmulo excessivo de colágeno que se forma nas cicatrizes(quelóides), que quase sempre reaparecem após serem removidos. Deficiência em vitamina C leva ao escorbuto, degeneração do tecido conjuntivo e há produção de colágeno defeituoso (pelos fibroblastos).
A renovação do colágeno é muito lenta, para tal é necessário haver primeiro sua total degradação .

· Fibras de colágeno tipo I:
São as mais numerosas no tecido conjuntivo, possuem cor branca (por isso que os tendões são brancos).
Composição: moléculas alongadas dispostas paralelamente.
Características morfológicas: estruturas longas e com percursos sinuosos, em alguns pontos essas fibras se organizam paralelamente formando feixes de colágeno .

· Fibras reticulares:
Compostas por colágeno tipo III, extremamente finas e com afinidade por sais de prata .

· O sistema elástico:
Composto por três tipos de fibras: oxitalânica, elaunínica e elástica . O desenvolvimento do sistema se dá por três estágios:

1. Fibras oxitalânicas (sem elasticidade) consistem em feixes de microfibrilas compostas por glicoproteínas, entre as quais a fibrilina, que formam a base necessária para a deposição de elastina (produzida nos fibroblastos e em células do músculo liso dos vasos sanguíneos).

2. Ocorre a deposição irregular da proteína elastina entre as miofibrilas, formando as fibras elaunínicas.

3. A elastina continua a se acumular e a ocupar todo o centro do feixe, daí está formado as fibras elásticas. Em fibras elásticas maduras a grande concentração de elastinas.
Aplicação médica: Sindrome de Marfan: falta de resistência dos tecidos ricos em fibras elásticas.

Substancia fundamental:
Mistura complexa altamente hidratada de moléculas aniônicas (glicosaminoglicanas e proteoglicanas) e glicoproteínas multiadesivas.
Preenche o espaço entre as células e fibras de tecido conjuntivo, atua como lubrificante e como barreira contra a penetração de microorganismos invasores.
Glicosaminoglicanas são polímeros lineares formados por unidades repetidas de dissacarídeos, tais cadeias são ligadas a um eixo protéico e formam a molécula de proteoglicana, essas moléculas possuem a capacidade de formar pontes eletrostáticas (iônicas), atraindo uma espessa camada de água de solvatação que envolve a molécula, assim eles possuem a capacidade de serem altamente viscosos e preenchem um volume muito maior, podem se localizar em grânulos citoplasmáticos de células, além de atuarem como componente estruturais da matriz extracelular e de ancorar células a matriz, tanto as proteoglicanas de superfície como aqueles da matriz extracelular se ligam a fatores de crescimento .
Glicoproteínas multiadesivas: proteínas ligadas a cadeias de glicídios, porém é o componente protéico que predomina nestas moléculas, ajudam as células a se aderirem aos seus substratos, além de desempenhar um importante papel na interação entre células.

Fluido tissular: semelhante ao plasma sanguíneo . Formado pelo sangue, que traz até o tecido conjuntivo nutrientes necessários e volta com excretas do metabolismo celular, isso é feito através do transporte de água, porém, a quantidade de água que volta para o sangue não é a mesma, assim parte volta através dos vasos linfáticos (com fundo seco), que drenam essa água para o vaso sanguíneo, há um delicado equilíbrio em relação a quantidade de água no meio intra e extracelular, sendo assim esse equilíbrio é rompido em situações patológicas, como as provenientes do edema, causas: obstrução de ramos venosos ou linfáticos, diminuição do fluxo sanguíneo, insuficiência cardíaca, obstrução de vasos linfáticos, parasitos, desnutrição protéica .

Tipos de tecido conjuntivo:

· Tecido conjuntivo propriamente dito:

1. Tecido conjuntivo frouxo:
suporta estruturas normalmente sujeitas a pressão e atritos pequenos, muito comum, preenche espaços entre grupos de células musculares, suporta células epiteliais e forma camadas em torno dos vasos sanguineos. Contém todos os elementos estruturais do tecido conjuntivo, sem nenhuma predominância, possui consistência delicada e flexível.

2. Tecido conjuntivo denso:
adaptado para oferecer resistência e proteção aos tecidos, com menos células que o frouxo e predomínio de fibras colágenas, menos flexível e mais resistente a tração, dois tipos:

Não modelado: feixes sem uma orientação definida, encontrado na derme profunda da pele.

Modelado: feixes de colágeno paralelos uns aos outros e alinhados com fibroblastos, as fibras de
colágenos formadas respondem a tração exercida por um só sentido, ex.: tendões. Os feixes de colágeno dos tendões (feixe primário) se agregam em feixes maiores (feixes secundários), entre ele há a presença de um líquido que atua como lubrificante, facilitando o deslizamento do tendão .
· Tecido elástico: Feixes espessos e paralelos de fibras elásticas, entres as fibras há fibras de colágeno e fibroblastos achatados, possui uma cor amarelada e grande elasticidade, presente nos ligamentos amarelos da coluna vertebral e no ligamento suspensor do pênis.

· Tecido reticular: muito delicado, forma uma rede tridimensional que suporta as células de alguns órgãos, constituído por fibras reticulares, ligadas a fibroblastos especiais, denominados células reticulares, essas células estão dispostas ao longo da matriz e cobrem parcialmente com seus prolongamentos as fibras reticulares, o resultado dessa organização é a formação de uma estrutura trabecular, há também células do sistema fagocitário dispersas entre as trabéculas.

· O tecido mucoso é de consistência gelatinosa, as principais células são fibroblastos, principal componente do cordão umbilical.
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ESTUDO DIRIGIDO
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TECIDO CONJUNTIVO – CÈLULAS
1. Quais são os tipos celulares encontrados no tecido conjuntivo propriamente dito?
2. Quais desses tipos celulares surgiram com o tecido conjuntivo?
3. Quais tipos celulares migram para o tecido conjuntivo já formado? De onde eles vêm?
4. Fibroblastos e fibrócitos correspondem ao mesmo tipo celular?
5. Quais são as funções de fibroblastos e fibrócitos?
6. Compare a morfologia de fibroblastos e fibrócitos.
7. Essas diferenças morfológicas são atribuídas a qual fator?
8. Fibrócitos podem retornar à morfologia de fibroblastos? Em que situação isso ocorre?
9. Os macrófagos derivam de qual tipo celular? Onde se origina a célula precursora dos macrófagos?
10. Cite as características morfológicas dos macrófagos.
11. Os macrófagos dos tecidos podem proliferar?
12. Quais são as funções dos macrófagos?
13. O que são macrófagos ativados?
14. Qual a origem dos mastócitos?
15. Quais são as características morfológicas dos mastócitos?
16. Quais são as funções dos mastócitos?
17. Quais são os constituintes dos grânulos dos mastócitos?
18. Quais são as funções das seguintes substâncias liberadas pelos mastócitos: heparina, histamina e ECF-A?
19. Em que situação os mastócitos liberam o conteúdo dos seus grânulos de secreção?
20. O que há na superfície dos mastócitos? Qual a função desses elementos?
21. Onde os mastócitos são particularmente abundantes?
22. Os mastócitos são células de defesa do organismo, porém, podem ser causadores de reações de hipersensibilidade imediata, sendo o choque anafilático a reação mais grave. Qual a atuação dos mastócitos na ocorrência do choque anafilático?
23. Qual a origem dos plasmócitos?
24. Cite as características morfológicas dos plasmócitos.
25. Qual a função dos plasmócitos?
26. Quais são os tipos de leucócitos que podem ser encontrados no tecido conjuntivo?
27. Os leucócitos chegam ao tecido conjuntivo através de qual mecanismo?
28. Os leucócitos retornam ao sangue após terem residido no tecido conjuntivo?
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TECIDO CONJUNTIVO – MATRIZ EXTRACELULAR (MEC)

OBS: Ler os textos em azul (“aplicação médica”). Esses textos trazem patologias relacionadas às proteínas que formam as fibras da matriz extracelular do tecido conjuntivo.

1. Quais são os tipos de tecido conjuntivo encontrados no organismo?
2. Quais são os três componentes do tecido conjuntivo?
3. Quais desses componentes constituem a matriz extracelular?
4. Quais são as funções da matriz extracelular do tecido conjuntivo?
5. Qual a origem dos tecidos conjuntivos?
6. Quais são os três tipos principais de fibras do tecido conjuntivo propriamente dito?
7. Qual é a proteína que constitui as fibras colágenas e reticulares?
8. Todo colágeno encontrado no organismo é igual?
9. Os colágenos podem ser divididos em grupos. Quais são eles? Cite exemplos de localização.
10. Diferencie fibrila colágena de fibra colágena.
11. Quais são os tipos de colágeno capazer de formar fibra? Onde são encontrados?
12. Qual é o tipo de colágeno que forma apenas fibrila? Onde é encontrado?
13. Que tipo de colágeno não forma fibrila nem fibra? Onde é encontrado?
14. Na biossíntese do colágeno, qual fator aumenta a possibilidade da ocorrência de defeitos?
15. Em geral, a renovação do colágeno é lenta ou rápida? Exemplifique.
16. Qual é o tipo específico de enzima que promove a degradação dos colágenos?
17. Qual é o tipo de fibra mais abundante no organismo? Essas fibras são formadas por qual proteína, especificamente?
18. A que se deve a cor branca dos tendões?
19. O que é um feixe de colágeno?
20. Quais são as características das fibras colágenas?
21. Qual é a propriedade tintorial das fibras colágenas (acidófilas ou basófilas)?
22. As fibras colágenas quando são coradas por HE (hematoxilina-eosina) apresentam afinidade por qual desses corantes? Que cor apresentam após a coloração?
23. Especifique qual proteína constitui as fibras reticulares.
24. As fibras reticulares são mais grossas ou mais finas que as fibras colágenas?
25. Por que essas fibras foram denominadas “reticulares”?
26. As fibras reticulares são evidenciadas quando coradas por HE? Como podemos observá-las?
27. Em que locais do organismo as fibras reticulares são particularmente abundantes?
28. Quais são os elementos que constituem o sistema elástico de fibras?
29. Durante seu processo de formação, qual a relação entre as fibras oxitalânicas, elaunínicas e elásticas?
30. Qual é a principal proteína constituinte das fibras elásticas?
31. Quais são as características das fibras oxitalânicas? Onde são encontradas?
32. Quais são as características das fibras elásticas? Onde são encontradas?
33. Quais são os principais tipos celulares produtores de elastina no organismo?
34. Onde é possível encontrar a proteína elastina no organismo, sem que esteja formando fibras?
35. Quais são os elementos constituintes da substância fundamental amorfa (SFA) do tecido conjuntivo?
36. Onde se distribui a SFA em um tecido?
37. Quais são as propriedades da SFA?
38. Quais são as funções da SFA?
39. Proteoglicanas são moléculas que se assemelham a escova de lavar mamadeira: o centro corresponde ao eixo protéico e as cerdas correspondem às glicosaminoglicanas (GAGs). As GAGs atuam como poliânions. Qual a importância desse fato?
40. O que é água de solvatação?
41. Quais são as funções das proteoglicanas da SFA?
42. Quais são as funções das glicoproteínas da SFA?
43. Dê 2 exemplos de glicoproteínas.
44. Qual é a importância da integrina (uma proteína integral da membrana celular)?
45. Após analisar a figura 5.39 (10a. edição – Histologia – Junqueira e Carneiro) sobre o movimento dos fluidos através do tecido conjuntivo e ler a descrição do processo no texto, responda:
a.) Qual é a importância dos vasos linfáticos nesse processo?
b.) O que é edema?
46. Cite as possíveis causas de um edema.

Tecido Cartilaginoso


Forma especializada do tecido conjuntivo, desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares, onde absorve choques, e facilita o deslizamento entre ossos e articulações, é essencial para o crescimento de ossos longos.
Suas células, são denominadas condrócitos, possuem abundante material extracelular, que constitui a matriz (formada por: colágeno, colágeno e elastina, em associação com macromoléculas de proteoglicanas, ácido hialurônico e diversas glicoproteínas), as cavidades da matriz ocupadas pelos condrócitos são denominadas lacunas. A estrutura da matriz está relacionado com a função do tecido . A consistência firme da cartilagem se deve as ligações eletrostáticas entre glicosaminoglicanas sulfatadas e o colágeno, e à grande quantidade de moléculas de águas presas nas glicosaminoglicanas (água de solvatação), não há vasos sanguíneos no tecido cartilaginoso, que portanto, é nutrido pelos capilares sanguíneos envolventes (pericôndrio), as cartilagens que revestem superfícies móveis não possuem pericôndrio, logo recebem nutrientes pelo líquido sinovial das cavidades articulares.


Classificação das cartilagens:


· Cartilagem hialina:
Tipo mais freqüente, forma o primeiro esqueleto do embrião (que depois é substituído pelo ósseo).
Está presente nos ossos longos, entre a diáfise e a epífise, na forma de um disco epifisário, que é responsável pelo crescimento do osso em extensão .
No adulto é encontrada principalmente nas fossas nasais, traquéia, brônquios, extremidade ventral das costelas, recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos (pois proporciona grande mobilidade).


1. Matriz:
A cartilagem hialina é forma por colágeno tipo II associados a ácido hialurônico, proteoglicanas (glicosaminoglicanas combinadas por covalência a proteínas) muito hidratas e glicoproteínas (estrutural: condronectina). Uma molécula de proteoglicana podem estabelecer ligações com um molécula de ácido hialurônico, e também com as fibrilas de colágeno, formando um agregado molecular enorme, importante para manter a rigidez da matriz cartilaginosa, o alto conteúdo de água de solvatação atua como um componente na absorção de choques mecânicos.
Em torno dos condrócitos existem zonas estreitas ricas em proteoglicanas e pobres em colágeno, que mostram uma basofilia maior que a do resto da matriz, devido a presença das glicosaminoglicanas sulfatadas, a essa região deu-se o nome impróprio de cápsula .


2. Pericôndrio:
Camada de tecido conjuntivo (denso na maior parte das vezes), que envolve todas as cartilagens hialinas, exceto as cartilagens articulares. Atua como fonte de novos condrócitos, responsável pelo crescimento, atua na nutrição, oxigenação e eliminação dos resíduos metabólicos da cartilagem, já que neles estão presentes vasos sanguíneos e linfáticos, que são inexistentes no tecido cartilaginoso .
É formado por tecido conjuntivo, muito rico em fibras de colágeno Tipo I, na parte mais superficial, porém gradativamente mais rico em células a medida que se aproxima da cartilagem. Morfologicamente as células do pericôndrio são semelhantes aos fibroblastos , mas as situadas mais próximas a cartilagem podem multiplicar-se por mitose, e assim originar condrócitos, sendo dessa maneira caracterizadas como condroblastos.


3. Condrócitos:
Apresentam forma alongada na periferia, porém mais profundamente são arredondados e aparecem em grupos (grupos isógenos, porque suas células são originadas de um único condroblasto).
As células e a matriz cartilaginosa sofrem retração durante o processo histológico, o que explica a forma estrelada dos condrócitos e seu afastamento da cápsula, já que nos tecidos vivos os condrócitos ocupam totalmente as lacunas.
A superfície do condrócito apresenta reentrâncias que aumentam sua superfície, facilitando as trocas, o que é importante para facilitar a nutrição dessas células.
São células secretoras de colágeno (principalmente o tipo II), proteoglicanas e glicoproteínas, como a condronectina .
Como as cartilagens são desprovidas de capilares sanguíneos, a oxigenação dos condrócitos é deficiente, logo a cartilagem hialina degrada a glicose principalmente por mecanismo anaeróbico, com a formação de ácido láctico como produto final.
Os nutrientes trazidos pelo sangue atravessam o pericôndrio, penetram na matriz da cartilagem e vão até os condrócitos mais profundos, os mecanismos dessa movimentação de moléculas são a difusão (através da água de solvatação) e o bombeamento promovido pelas forças de compressão e descompressão exercidas sobre as cartilagens.
O bom funcionamentos dos condrócitos depende de um funcionamento hormonal adequado, a síntese de proteoglicanas é acelerada pela tiroxina e testosterona, e diminuída pela cortisona, hidrocortisona e estradiol. O hormônio do crescimento, produzido pela hipófise, promova a síntese de somatomedina C pelo fígado, essa molécula aumenta a capacidade de multiplicação dessas células, estimulando o crescimentos das cartilagens.


4. Histogênese:
Os esboços da cartilagem surgem no mesênquima, a primeira modificação observada é o arredondamento das células mesenquimais que retraem seus prolongamentos e, multiplicam-se rapidamente formando aglomerados. As células assim formadas recebem o nome de condroblastos, em seguida com ela a síntese da matriz, o que afasta os condroblastos. A diferenciação das cartilagens dá-se do centro para a periferia, de modo que as células mais centrais já apresentem características de condrócitos, enquanto que as mais periféricas são ainda condroblastos típicos. Quem forma o pericôndrio é o mesênquima superficial.


5. Crescimento:


Dois processos:


A) Crescimento intersticial: por divisão mitótica dos condrócitos preexistentes, menos importante, só ocorre nas primeiras fases de vida da cartilagem, a medida que a cartilagem se torna cada vez mais rígida, esse tipo de crescimento acaba se tornando inviável.


B) Crescimento aposicional: que se faz a partir de células do pericôndrio, células da parte profunda do pericôndrio se diferenciam em condrócitos que são adicionados a cartilagem.
Aplicação médica: alterações degenerativas: em comparação a outros tecidos a cartilagem hialina é sujeita com relativa freqüência a processos degenerativos, o mais comum é a calcificação da matriz, que consiste na deposição de fosfato de cálcio sob a forma de cristais, precedido por um aumento de volume e morte das células.
As cartilagens não se regeneram bem: a cartilagem que sofre lesão regenera-se com dificuldade e, freqüentemente, de modo incompleto salvo em crianças de pouca idade. No adulto a regeneração se dá pela atividade do pericôndrio . Quando ocorre a lesão de um cartilagem, células derivadas do pericôndrio invadem área destruída e dão origem ao tecido cartilaginoso, que repara a lesão .

· Cartilagem elástica:
Encontrada no pavilhão auditivo, conduto auditivo externo, tuba auditiva, epiglote e cartilagem cuneiforme da lamina da laringe.
É semelhante a hialina, porém inclui, além das fibrilas de colágeno um abundante rede de fibras de elásticas, contínuas com as do pericôndrio .
Pode estar presente ou formar uma peça cartilaginosa junto a cartilagem hialina, ambas possuem pericôndrio e crescem principalmente por aposição, porém a elástica é sujeita a menos processos degenerativos do que a hialina .


· Cartilagem fibrosa:
Tecido com características intermediárias, entre o conjuntivo denso e a cartilagem hialina, é encontrada nos discos intervertebrais, nos pontos em que alguns tendões e ligamento se inserem nos ossos, e na sínfise pubiana, está sempre associada ao conjuntivo denso .
Sua matriz é acidófila, devido a grande quantidade de fibras colágenas. A substancia fundamental é escassa e limitada à proximidade das lacunas que contem os condrócitos, onde forma cápsulas basófilas.
Na cartilagem fibrosa, as numerosas fibras colágenas constituem feixes, que seguem uma orientação aparentemente irregular entre os condrócitos ou um arranjo paralelo ao longo dos condrócitos em fileiras, os feixes colágenos ficam paralelos às trações exercidas sobre a cartilagem, na fibrocartilagem não existe pericôndrio .


· Discos intervertebrais:
Localizados entre os corpos das vértebras e unidos a elas por ligamentos, cada disco intervertebral é formado por dois componentes: o anel fibroso e uma parte central, derivada da notocorda do embrião, o núcleo pulposo .
O anel fibroso possui uma porção periférica de tecido conjuntivo denso, porém em sua maior extensão é constituída por fibrocartilagem, cujos feixes colágenos formam camadas concêntricas.
O núcleo pulposo, está na parte central do anel fibroso, e consiste num tecido formado por células arredondadas, dispersas num líquido viscoso rico em ácido hialurônico e contendo pequena quantidade de colágeno, no jovem ele é relativamente maior sendo gradual e parcialmente substituído por fibrocartilagem no decorrer da idade.
Funcionam como coxins lubrificados que previnem o desgaste do osso das vértebras durante os movimentos da coluna vertebral.
Aplicação médica: hérnia do disco intervertebral: A ruptura do anel fibroso, onde os colágenos são menos densos resulta na expulsão do núcleo pulposo e no achatamento concomitante do disco, freqüentemente, este se desloca da sua posição normal entre corpos vertebrais, quando o disco se movimenta na direção da medula pode comprimir nervos, produzindo dores e distúrbios neurológicos.
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ESTUDO DIRIGIDO:
1. Quais são as funções do tecido cartilaginoso? Dê exemplos de localização no organismo relacionando com cada função.
2. Quais são os constituintes do tecido cartilaginoso?
3. O que são lacunas da matriz cartilaginosa?
4. Quais são os elementos constituintes da matriz cartilaginosa?
5. A que se deve a consistência firme da matriz cartilaginosa?
6. O que significa turgidez da matriz cartilaginosa? Qual elemento da matriz é o responsável por essa propriedade?
7. Como ocorre a nutrição das células da cartilagem?
8. Onde se localiza o pericôndrio? Por qual tecido é formado?
9. O pericôndrio está associado a todos os tipos de cartilagem?
10. Quais são as funções do pericôndrio?
11. O que ocorre com as células do pericôndrio situadas próximo à cartilagem?
12. Como são nutridas as células da cartilagem articular?
13. Por que não seria funcional a cartilagem articular apresentar pericôndrio?
14. Há vasos linfáticos e nervos no tecido cartilaginoso?
15. Quais são os tipos de tecido cartilaginoso existentes no organismo? Qual tipo é o mais freqüente?
16. Cite exemplo de localização da cartilagem hialina.
17. Qual é o tipo de colágeno existente na matriz cartilaginosa? Esse tipo de colágeno é encontrado em algum outro local do organismo?
18. A água é um dos componentes da matriz cartilaginosa (água de solvatação). Seria possível removê-la com uma seringa?
19. Como as moléculas de água se associam às glicosaminoglicanas? Qual a importância dessa associação?
20. Explique a função da cartilagem como mola biomecânica.
21. O que são grupos isógenos?
22. Quais são os elementos sintetizados pelos condrócitos?
23. Como oxigênio e nutrientes vindos do pericôndrio chegam aos condrócitos?
24. Qual a participação da somatomedina no crescimento das cartilagens?

OBS: O GH (hormônio de crescimento) é produzido e secretado por células da adeno-hipófise; atua principalmente sobre as cartilagens epifisárias promovendo o crescimento do indivíduo em altura. Sua atuação sobre a cartilagem, porém, é indireta: o GH estimula a produção e a secreção de somatomedina C (IGF-1) principalmente pelos hepatócitos e essa proteína, por sua vez, atua sobre os condrócitos.


25. No embrião, qual a origem do tecido cartilaginoso?
26. Descreva sucintamente o processo de formação das cartilagens no embrião a partir do mesênquima.
27. Quais são os modos de crescimento das cartilagens? Qual é o modo mais importante em outra fase do indivíduo que não a embrionária ou fetal?
28. Defina crescimento intersticial da cartilagem.
29. Defina crescimento aposicional da cartilagem.
30. O tecido cartilaginoso regenera-se bem?
31. Como ocorre a regeneração da cartilagem?
32. Quais são os componentes da matriz da cartilagem elástica?
33. Onde é encontrado esse tipo de cartilagem?
34. Quais são as propriedades funcionais da cartilagem elástica?
35. Quais são os componentes da matriz da cartilagem fibrosa?
36. Onde é encontrado esse tipo de cartilagem?
37. Como se dá a nutrição da cartilagem fibrosa?
38. Quais são as propriedades funcionais da cartilagem fibrosa?
39. Qual é o único modo de crescimento da cartilagem fibrosa? Por que esse tipo de cartilagem não pode crescer do outro modo?
40. Como é definida a hérnia do disco intervertebral?

Tecido Adiposo


Tipo especial de tecido conjuntivo, com as células adiposas (adipócitos), que podem ser encontradas isoladas ou em pequenos grupos de tecido conjuntivo comum, a maioria forma agregados, o que constitui o tecido adiposo .
O tecido adiposo é o maior depósito corporal de energia, sob a forma de triglicérides, que acumulam energia . Não são depósitos estáveis, pois são muito estimuláveis pelo sistema nervoso e hormônios.


Funções:
1. reserva energética,
2. modelamento do corpo, sendo responsável pelas diferenças de contorno entre homens e mulheres
3. Formação de coxins absorventes de choques
4. Contribui para o isolamento térmico
5. Preenche espaços entre tecidos para manter certos órgãos em sua posição normal
6. Atividade secretora

Tipos de tecido adiposo:

Tecido adiposo unilocular:
Sua cor pode varias dependendo da quantidade de caroteno da dieta .
Praticamente todo o tecido adiposo em humanos adultos é do tipo unilocular, forma o panículo adiposo, uma camada de tecido adiposo disposta sob a pele, que é de espessura uniforme por todo o corpo do recém-nascido, com o desenvolvimento, partes do panículo adiposo tende a desaperecer em certar áreas e desenvolver-se em outras, essa posição seletiva do panículo adiposo é regulada por hormônios sexuais e produzidos pela camada cortical da glândula adrenal.
Características morfológicas da célula: células grandes, esféricas, quando isoladas, ou poliédricas, no tecido adiposo devido a compressão, existem outras gotículas de lipídeos muito pequenas, só observadas pelo microscópio eletrônico, não apresentam membrana envolvente.
Como é dissolvida pelo álcool, nos cortes histológicos só se observa uma fina camada de citoplasma que circunda um espaço que era ocupada pelo triglicérides.
Cada célula adiposa é envolvida por uma lâmina basal, e sua membrana apresenta várias vesículas de pinocitose.
Características morfológicas do tecido: apresenta septos de tecido conjuntivo, com vaso e nervos, desses septos partem fibras reticulares de colágeno, cuja função é sustentar as células adiposas, a vascularização é abundante.
· Depósito e metabolização dos lipídeos:
Lipídeos armazenados sob a forma de triglicérides, que podem se originar das seguintes maneiras:
1. Absorvidos pela alimentação e trazidos até as células adiposas como triglicérides dos quilomicrons. Os quilomicrons são partículas pequenas formadas por células epiteliais do intestino delgado a partir de nutrientes absorvidos, constitui de 90% triglicérides e pequenas quantidades de colesterol, fosfolipídeos e proteínas, eles saem do epitélio através dos vasos linfáticos, depois caem no sangue, onde a enzima lípase lipoprotéica (produzida pelo tecido adiposo) hidrolisa os quilomicrons e das VLDL, que liberam os ácidos graxos e triglicérides para as células adiposas.
2. Da síntese das próprias células, através da glicose, processo que é acelerado pela insulina

A hidrólise de lipídeos é desencadeada por um estímulo da noradrenalina, um neurotransmissor liberado pelas terminações pós-ganglionares dos nervos simpáticos do tecido adiposo, e captado por receptores da membrana das células adiposas, estas por sua vez ativam o hormônio lípase sensível a hormônio, que promove a liberação de ácidos graxos e glicerol, para os capilares do tecido adiposo, por serem hidrofóbicos precisam se ligar as partes hidrofóbicas da molécula de albumina para ser transportado pelo plasma sangüíneo, e assim são transportados pela corrente sanguínea para outros tecidos.
A remoção dos lipídeos, no caso de necessidade energética, não se faz por igual em todos os locais, primeiro são mobilizados os depósitos subcutâneos, os do mesentério e os retroperitoneais, enquanto o tecido adiposo localizado nos coxins das mãos e dos pés resiste a longos períodos de desnutrição .
Após períodos de alimentação muito deficientes em calorias, o tecido adiposo unilocular perde quase toda a sua gordura e se transforma em um tecido com células poligonais ou fusiformes, com raras gotículas do gordura .
Sua atividade secretora, consiste na liberação de várias moléculas, como adiponectina e leptina, que são transportadas pelo sangue, e a lípase lipoprotéica, atua nos adipócitos, já a leptina é um hormônio protéico que participa da regulação da quantidade de tecido adiposo no corpo e da ingestão de alimentos, atua principalmente no hipotálamo, diminuindo sua ingestão de alimentos e aumentando o gasto de energia .
Aplicação médica: Obesidade: pessoa com 20% ou mais acima do peso considerado normal para a sua altura, essencialmente resulta da ingestão de calorias acima das necessidades para as atividades normais da pessoa . Em adultos, a obesidade se deve a um aumento na quantidade de triglicérides depositados em cada adipócito unilocular, sem que exista aumento no número de de adipócitos (obesidade hipertrófica), já em crianças, é comum o aumento do número de adipócitos uniloculares, mas em ambas a causa é o excesso de calorias na alimentação . Pessoas obesas estão mais propensas a doenças articulares, hipertensão arterial , diabete, aterosclerose, enfarte do miocárdio e isquemia cerebral. A obesidade é um distúrbio altamente prejudicial ao organismo, em geral encurta a vida da pessoa e prejudica muito a qualidade de vida .
· Histogênese do tecido adiposo unilocular:
Se originam no embrião, a partir de células derivadas do mesenquima, os lipoblastos. As gotículas lipídicas são inicialmente separadas uma das outras, porém muitas se fundem, formando a gotícula única e característica da célula adiposa unilocular.
Aplicação médica: Tumores do tecido adiposo unilocular: Tumores benignos: lipomas, geralmente removidos cirurgicamente sem grande dificuldade. Tumores malignos: lipossarcomas, tratamento difícil porque facilmente formam metástases, geralmente surgem em pessoas acima de 50 anos.

Tecido adiposo multilocular:
Também conhecido como tecido adiposo pardo, devido a sua cor, que é causada pela vascularização abundante e pela grande quantidade de mitocôndrias presentes.
Possui uma distribuição limitada em áreas determinadas, é um tecido abundante em animais que hibernam, está presente no feto humano e no recém-nascido, com localização bem determinada, e como esse tecido não cresce, sua quantidade no adulto é extremamente reduzida .
Células muito menores, com formato poligonal, citoplasma carregado de gotículas lipídicas de vários tamanhos, com muitas mitocôndrias, cujo formato da crista é diferente.
No tecido adiposo multilocular as células adquirem um formato epitelióide, formando massas compactas em associação com capilares sangüíneos, como se fossem glândulas endócrinas.
Ele é especializado na produção de calor, com importante papel nos mamíferos que hibernam e só é significativo no recém-nascido para auxiliar na termo-regulação, devido a estimulação de noradrenalina nas terminações nervosas abundantes em torno das suas células, o tecido adiposo multilocular apresentam nas suas membranas internas, uma proteína interna chamada termogenina, que permite a volta para a matriz mitocondrial dos prótons transportados para o espaço intermembranoso, sem que eles passem pelo sistema ATP-sintetase, do corpúsculo FOF1 da mitocôndria, assim a energia gerada pelo fluxo de prótons não é usada para sintetizar ATP, mas sim para gerar calor, que aquece o sangue na extensa rede capilar do tecido multilocular e é distribuído pelo corpo, nas espécies que hibernam o despertar é realizado devido a ação de estímulos nervoso sobre esse tecido, que funciona como um “acendedor” dos outros tecidos.
· Histogênese do tecido adiposo multilocular:
Células mesenquimais que vão formar o tecido multilocular tornam-se epitelióides, adquirindo um aspecto de glândula endócrina coronal, antes de acumularem gordura .

Inervação:
Ambos são inervados por fibras simpáticas do sistema nervoso autônomo, no tecido unilocular, as terminações nervosas são encontradas na parede dos vasos sanguíneos, e apenas alguns adipócitos são inervados, já no tecido multilocular as terminações nervosas simpáticas atingem diretamente tanto os vasos sanguíneos como as células adiposas. O sistema nervoso autônomo desempenha importante papel na mobilização das gorduras.
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ESTUDO DIRIGIDO:
1. Os adipócitos armazenam energia sob qual forma?
2. Além da reserva de energia, quais são as outras funções do tecido adiposo?
3. Quais são os tipos de tecido adiposo existentes?
4. Qual a morfologia do adipócito unilocular?
5. O que influencia o acúmulo de tecido adiposo em determinados locais do organismo?
6. O que é panículo adiposo?
7. Por que não há membrana envolvendo a gotícula de lipídio no citoplasma do adipócito?
8. Além dos adipócitos, quais são os outros elementos encontrados no tecido adiposo?
9. Qual a origem dos triglicerídeos armazenados nos adipócitos?
10. Qual é a célula que forma as partículas denominadas quilomícrons?
11. Qual o principal constituinte dos quilomícrons?
12. Qual o caminho que os quilomícrons percorrem desde sua formação até chegar à corrente sangüínea?
13. O que ocorre com os quilomícrons quando chegam aos capilares do tecido adiposo?
14. O que ocorre com os ácidos graxos e glicerol no interior da célula adiposa?
15. Quais são as ações da insulina sobre os adipócitos?
16. Como se dá a hidrólise dos triglicerídeos armazenados nos adipócitos?
17. Qual o neurotransmissor que estimula a hidrólise dos triglicerídeos? É liberado por quais neurônios?
18. O que ocorre com os ácidos graxos resultantes da degradação dos triglicerídeos após alcançarem a circulação sangüínea? E com o glicerol?
19. O lipídio é removido igualmente de todos os locais do organismo? Por quê?
20. Quais são os elementos secretados pelo adipócito unilocular?
21. Onde há células que apresentam receptores para leptina?
22. A leptina está envolvida em quais processos?
23. O que é obesidade hipertrófica?
24. O que é obesidade hiperplásica?
25. No embrião, qual a origem dos adipócitos uniloculares?
26. O que são lipoma e lipossarcoma?
27. Por que o tecido adiposo multilocular apresenta cor parda?
28. Onde se localiza o tecido adiposo multilocular em humanos?
29. Qual a morfologia do adipócito multilocular?
30. Qual é a função do tecido adiposo multilocular em humanos?
31. O que resulta da oxidação dos ácidos graxos nos adipócitos multilocular e unilocular?
32. Ocorre formação do tecido adiposo multilocular após o nascimento?
33. Ocorre transformação de um tipo de tecido adiposo em outro?